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TUDO


A caneta invisível, o quarto úmido e a anatomia do abismo que tudo escuta
Confissão pútrida que ninguém solicitou, mas que todos, em sua hipocrisia carnuda, mereceram como hóstia envenenada Há quem o chame de destino, essa marionete gasta de cordas gastas que ri de boca cheia de pura inveja e dentes cariados. Eu, mais cirurgião que astrólogo, prefiro denominá-lo caligrafia abissal: não a pueril grafia escolar de cadernos pautados e unhas roídas de grafite, mas aquela que se escreve com tendões invisíveis no interior das veias alheias, assinando con
15 de jul.5 min de leitura


Rio Paraguai de Claudia Finotti
Há rios que transportam embarcações. Outros carregam memórias, culturas e gerações inteiras. Poesias que encontam. Pássaros no rio, reflexo dourado ao entardecer Após sua passagem pelo MS Poetar em uma conversa sobre literatura, memória e pertencimento, Cláudia Finotti retorna agora pelas águas de sua própria poesia. Em “Rio Paraguai”, a autora transforma o principal eixo hidrográfico do Pantanal em personagem, testemunha e guardião da história sul-americana. O poema percorre
2 de jul.3 min de leitura
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