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RADAR LITERÁRIO


Uma escritora, dois hemisférios, nenhuma dúvida sobre qual prefere
Raquel Naveira escreve sobre o Brasil o tempo todo, mas seu norte magnético nunca sai da Europa. A busca por uma estrela-guia e a escolha por uma que nunca aparece no céu onde ela vive. Comecemos pelo dado mais simples e mais esquecido: a Ursa Maior é uma constelação do hemisfério celestial norte. No Brasil, dependendo da latitude e da estação, ela mal aparece no horizonte, ou não aparece. Raquel Naveira escolhe, para guiar tantas páginas de confissão, exercício e erudição,
há 7 dias5 min de leitura


Sylvia Cesco: A literatura como o vigor da vida
Publicado no blog Entre Textos exatamente no dia em que Sylvia Odinei Cesco da Silva completou 80 anos, este texto de Alan Silus é ao mesmo tempo homenagem e leitura crítica de uma das personalidades mais expressivas da cultura sul-mato-grossense contemporânea. Nascida em Campo Grande em 4 de junho de 1945, Sylvia é apresentada por Silus como uma voz que brota da terra vermelha do cerrado, com a força e a ternura das mulheres que narram o mundo enquanto o transformam, frase q
15 de jul.7 min de leitura


A Régua do Vizinho
Integração, Decadência Moral e o Julgamento Relativo na Literatura Brasileira Contemporânea Quando os vizinhos começam a medir nossa vida pela própria régua, surge o dilema clássico: estamos nos integrando ao grupo ou iniciando um processo de decadência social e moral? Às vezes, o vizinho está ali, ao lado, no portão, no grupo de WhatsApp do condomínio, na calçada ou na janela em frente, tornando o julgamento ainda mais íntimo e inescapável. Como vimos, essa régua alheia cost
15 de jul.3 min de leitura


A Ética em Ruínas: Sobre a corrupção moral na literatura contemporânea
Do cansaço existencial do Ocidente à ferida aberta da desigualdade no Brasil, a ficção dos últimos quarenta anos tem um traço em comum: a corrupção não é mais um acidente, é o que respiramos. Detalhe de Ruína Brasilis, 2021. Foto: Diogo Barros. Há um certo conforto em pensar a corrupção como desvio, um ponto fora da curva, um vilão identificável, uma exceção a ser corrigida. A literatura contemporânea, brasileira e ocidental, recusa esse conforto. Desde as últimas décadas do
3 de jul.4 min de leitura
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