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TUDO


O choro que faltava: o projeto literário de Stefano Volp
Nascido em 1990 no Espírito Santo e criado na Baixada Fluminense, Volp construiu, em pouco menos de uma década, uma obra de ficção que caminha por gêneros distintos, romance juvenil, thriller, crônica, distopia afrofuturista, sem nunca abandonar a pergunta que a atravessa toda: o que custa a um homem negro ser sensível.
há 6 dias5 min de leitura


Marilena Chaui contra si mesma
Uma leitura da estreia ficcional de Chaui a partir do conceito que ela mesma cunhou em 1981, e da teoria do espetáculo de Guy Debord Fui à Livraria Leitura do Shopping Campo Grande outro dia, sem plano nenhum, e encontrei ali, numa vitrine entre perfumaria e fast fashion, Guerra Perfeita, romance de estreia de Marilena Chaui, escrito em coautoria com José Guilherme Souza Chaui Mattos Berlinck, publicado pela Planeta Minotauro, chegada prevista para junho de 2026, classificad
5 de ago.3 min de leitura


Quem tem nome no sertão de Guimarães Rosa
Uma leitura de Grande Sertão: Veredas a partir da crítica racial de Ronald Augusto, publicada em 2022 na Nau Literária, revista de estudos literários da UFRGS, e do conceito de direito à literatura de Antonio Candido
5 de ago.5 min de leitura


James Baldwin sob censura: a recepção dividida de um escritor negro e gay no Brasil da ditadura
Em 8 de março de 1969, no auge dos anos de chumbo, o leitor do Correio do Povo abriu o suplemento cultural do jornal (o Caderno de Sábado, edição de número 71) e encontrou, ao lado de uma matéria sobre "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, um longo texto dedicado a um escritor norte-americano negro, que também escrevia sobre desejo entre homens, e que ainda não completara os trinta anos de idade quando o artigo original foi escrito. Chamava-se James Baldwin. O texto, a
2 de ago.5 min de leitura


O documento que matou um povo — e o método que nasceu daí
O Manual de Literatura Reantropofágica ensina três ferramentas de análise que funcionam em qualquer texto: a resenha, o laudo, o edital, a matéria de jornal. Não é teoria sobre o cânone. É instrução de uso.
28 de jul.6 min de leitura


Três edições, três geografias: o que o Prêmio Akuli já disse sobre a literatura brasileira
Criada em 2023, a categoria de histórias de tradição oral do Prêmio Literário Biblioteca Nacional já premiou uma coletânea coletiva, um poeta baiano que escreve em quatro línguas ancestrais e um jovem narrador do Alto Xingu. O resultado de 2026 sai até 30 de outubro, e há uma pergunta em aberto que interessa particularmente a Mato Grosso do Sul. Livro "Dono das Palavras" de Yamaluí Kuikuro Mehinaku em destaque, rodeado por artesanatos tradicionais indígenas, simbolizando a ri
27 de jul.5 min de leitura


Um agente lovecraftiano em terrae brasilis
Este ensaio parte de uma hipótese simples e propõe uma comparação incômoda. A hipótese: Lovecraft foi um pobre de direita, no sentido preciso que o termo adquiriu na sociologia brasileira recente.
26 de jul.18 min de leitura


Uma escritora, dois hemisférios, nenhuma dúvida sobre qual prefere
Raquel Naveira escreve sobre o Brasil o tempo todo, mas seu norte magnético nunca sai da Europa. A busca por uma estrela-guia e a escolha por uma que nunca aparece no céu onde ela vive. Comecemos pelo dado mais simples e mais esquecido: a Ursa Maior é uma constelação do hemisfério celestial norte. No Brasil, dependendo da latitude e da estação, ela mal aparece no horizonte, ou não aparece. Raquel Naveira escolhe, para guiar tantas páginas de confissão, exercício e erudição,
16 de jul.5 min de leitura


Sylvia Cesco: A literatura como o vigor da vida
Publicado no blog Entre Textos exatamente no dia em que Sylvia Odinei Cesco da Silva completou 80 anos, este texto de Alan Silus é ao mesmo tempo homenagem e leitura crítica de uma das personalidades mais expressivas da cultura sul-mato-grossense contemporânea. Nascida em Campo Grande em 4 de junho de 1945, Sylvia é apresentada por Silus como uma voz que brota da terra vermelha do cerrado, com a força e a ternura das mulheres que narram o mundo enquanto o transformam, frase q
15 de jul.7 min de leitura


A Régua do Vizinho
Integração, Decadência Moral e o Julgamento Relativo na Literatura Brasileira Contemporânea Quando os vizinhos começam a medir nossa vida pela própria régua, surge o dilema clássico: estamos nos integrando ao grupo ou iniciando um processo de decadência social e moral? Às vezes, o vizinho está ali, ao lado, no portão, no grupo de WhatsApp do condomínio, na calçada ou na janela em frente, tornando o julgamento ainda mais íntimo e inescapável. Como vimos, essa régua alheia cost
15 de jul.3 min de leitura


A Ética em Ruínas: Sobre a corrupção moral na literatura contemporânea
Do cansaço existencial do Ocidente à ferida aberta da desigualdade no Brasil, a ficção dos últimos quarenta anos tem um traço em comum: a corrupção não é mais um acidente, é o que respiramos. Detalhe de Ruína Brasilis, 2021. Foto: Diogo Barros. Há um certo conforto em pensar a corrupção como desvio, um ponto fora da curva, um vilão identificável, uma exceção a ser corrigida. A literatura contemporânea, brasileira e ocidental, recusa esse conforto. Desde as últimas décadas do
3 de jul.4 min de leitura
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